Ei chapas, como vão?
Então, um pequeno paradoxo foi criado. Acontece que o blog diz Poesias E Contos, não poesias OU contos. Por isso, posto aqui um conto (NÃÃÃÃO, SÉRIO?) ligeiramente grandinho.
Chama-se A Colina. Conta a história não de um fantasma, nem de um demônio, mas de uma COLINA FANTASMA DEMÔNIO! (O loko, segura a emoção)
Aí vai uma palhinha...
A COLINA
De todas as fazendas odiadas do interior do Rio Grande do Sul, com certeza a fazenda do velho Moisés era a que mais inspirava esse sentimento no coração da população local, na cidadezinha próxima e até nas redondezas. Não tinha um homem, um rapaz ou um menino, mesmo o mais valente dos homens, o mais palhaço dos rapazes ou o moleque mais travesso das cercanias que se atrevia a passar na porta da fazenda depois que escurecia. Ninguém gostava de passar por lá nem quando estava de manhã, na verdade, ou a tarde, ou qualquer hora, a rota era a mais evitada por qualquer passante, e o aviso que mais se ouvia em qualquer pensão ou espelunca que costuma receber viajantes sempre foi “A fazenda Mar de Céu não presta, não pise lá e não passe em frente a noite. Ela não presta”.
Podemos dizer que o velho Moisés não se importava com o que falavam da sua fazenda. Na verdade, o velho não só não dava a mínima pro que era dito, como também gostava da fama do seu buraco cheio de mato que alguns idiotas insistiam em chamar de fazenda. Ninguém passava lá, do jeito que ele gostava, a não ser alguns policiais metendo os narizes nas janelas pra ver se ele ainda estava vivo, pois raramente saía, e quando o fazia, era pra comprar mantimentos antes do sol raiar, e só com gente que era acostumado. Era dito na cidade que o velho Moisés passava fome mas não comprava um saco de farinha que não fosse com o preto Samuel, o feirante risonho da cidade, ou com a Dona Estela, a portuguesa dona da padaria. Talvez essas eram as únicas pessoas que o velho gostava na cidade, talvez ele só confiasse neles, talvez ele tinha mesmo era uma paixão pela gorda senhora da padaria, todos especulavam, mas ninguém fazia idéia do motivo do velho só conversar com eles, e não procurar os velhos amigos do bar do Damião, os parceiros do truco e do buraco na praça e todo mundo da cidade que antigamente o acolhia muito bem, desde o acidente com a Dona Helena, que ele buscara lá na Argentina.
Link para download (WHY? BECAUSE FUCK YOU, THATS WHY)
Acabou assim?!?!?!
ResponderExcluirSim, Marco, acabou assim.
ResponderExcluirhttp://www.filejumbo.com/Download/13FDEF3D19866BC5
Link pra você, gagoto.