quinta-feira, 3 de maio de 2012

E mais nada.

Poema veloz regado a maracujá, gripe e frio.
Os melhores são sempre escritos quando não se tem o controle de si, é fato confirmado pelo MIT, pelo IBGE, FBI, CIA e todas as siglas que imaginar.





Nasce um poeta
E grita a cidade
Para a glória!
Para sempre!
Para o que?

Nasce um cronista
E murmuram as cadeiras
Viva a arte!
Viva o sublime!
E viver de que?

Nasce o artista
E bradam os ventos
Que venha paz!
Que venha música?
E vir pra que?

Nasce um Cartola
E sussurram os becos
Que belo!
Que vista!
E mais o que?

E mais nada.

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