Poeminha da época de solidão aborrecente, escrito numa noite especialmente solitária, com a luz de uma estrela que ficava perfeitamente alinhada com a minha janela.
Bons tempos. Bons tempos? Ah, quem vai saber.
Ah, como eu almejo subir ao céu!
E lá dançar com todas as estrelas
Deixar a minha sanidade ao léu...
Me enamorar com a lua de prata
Fazer dos planetas o meu broquel
E do alto acenar aos que se foram
Estrela do Oeste, me estenda a mão!
Me leve contigo para o além negro!
Me guie nessa negra lúcida imensidão
Me apresente aos seus amigos astros
E mostra a eles a minha solidão!
Pois os meus já nem me olham nos olhos...
Quero mesmo é cavalgar nos comentas
E ver galáxias gordas rebentando
Com o som de milhares de marretas
Ou sinos de um paraíso tão perto
E correr nos campos verdes dos planetas
E compor minhas canções alienígenas
Gostaria de porfim largar a Terra
Mas o sonho é alto demais para mim
Tolo eu! Preso em corrente que me encerra
Ou loucura ruim que me mata
Trancado em rimas tolas e erradas
Ou métricas ridiculamete cerradas e contadas de dez em dez.
Ou quase.
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